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23 janeiro 2017
23 janeiro 2017,
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O segmento de franquias cresceu em 2016, com alta no faturamento entre 7 e 8%, segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising). Para atingir esse número em um ano com queda de 3,5 no PIB, aconteceram corte de custos e inovações no modelo de negócio.
Despontam como tendência em 2017, as microfranquias, que necessitam de baixo investimento inicial. São consideradas microfranquias, modelos que possuem investimento inicial de até 80 mil reais (em 2017, o valor do teto será atualizado para 90 mil reais).
Uma pesquisa recente realizada pela ABF concluiu que, em 2016, operavam 557 marcas com unidades no modelo de negócio microfranquia – sendo que quase 80% delas atuam exclusivamente com esse formato. O investimento inicial médio em uma microfranquia varia entre 44 mil e 54 mil reais.
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Investimento inicial menor

Como já foi ressaltado, a microfranquia atende uma fatia de investidores que não pode realizar grandes aportes – o que é comum em um período de crise econômica. Há tanto pessoas desempregadas quanto aquelas que desejam complementar a renda ou profissionalizar um comércio ou uma prestação de serviço já existentes.

O perfil mais comum de microfranqueado, segundo o estudo da ABF, é o jovem de 26 a 35 anos com ensino superior completo. Ou seja: o negócio atende uma faixa que é capacitada e ainda não construiu tanto patrimônio, mas que mesmo assim busca uma fonte de renda que vá além do salário de funcionário.

Além disso, as microfranquias necessitam de menos funcionários em comparação com os formatos tradicionais de franquia – o que gera menos custos de operação. Enquanto o modelo micro pede cerca de 2,8 funcionários por unidade, o padrão costuma empregar 6,1 pessoas.

Prazo de retorno menor

Além de um investimento inicial abaixo da média, as microfranquias também possuem um prazo de retorno estatisticamente menor.

Nas redes que só operam com microfranquias, 39% das unidades possuem prazo de retorno entre 12 e 18 meses e 33% devolvem o valor investido após 6 a 12 meses de operação.

Já em franqueadoras que possuem tanto esse modelo quanto outros, 29% das unidades possuem prazo de retorno de 12 a 18 meses. Se considerássemos apenas as microfranquias, o índice subiria para 41% das unidades – o que mostra que o modelo, de fato, apresenta um tempo médio menor de devolução do investimento inicial.

Altino Cristofoletti, que assume a presidência da ABF em Janeiro, afirmou em uma entrevista para o Portal Folha de São Paulo, que o negócio de franquias é mais estável porque as redes compram mercadorias em grande quantidade para repassar a seus franqueados e isso acaba barateando o preço final.
“Outro fator competitivo é que as franquias têm o fundo de marketing. Com isso a marca fica mais em evidência”, afirma o executivo.
Veja alguns dados do setor:
7,9% foi o crescimento da receita do setor de franquias nos nove primeiros meses do ano
38,8 bi foi o faturamento total do segmento no país no 3º trimestre de 2016
143.540 é o número de unidade franqueadas no Brasil
 Quer saber mais sobre os modelos de franquia da Castseg? Acesse esse link.

 

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